Historias da unha do dedao do pe do fim do mundo 
Veja o vídeo, clique no link ao lado >> http://youtu.be/a-HDwM3jebY
Poemas de Manoel de Barros. Desenhos de Evandro Salles. Video integrante da exposição "Arte para Crianças".
Recomeçando...e recomeçando... e recomeçando...
terça-feira, 3 de maio de 2011 às 10:37
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Voltei, de novo!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010 às 20:30
Estava meio cansada de tudo isso... Aí veio a monografia,o facebook, o twitter e me levaram pro lado de lá... Defendi a monografia, e o resto acabou me cansando. Hoje em dia tenho uma lista de amizades virtuais, algumas bem legais, outros passam... apenas passam... Mesmo com um número expressivo de seguidores e de seguidos, muitas vezes, ou mesmo, na maioria das vezes me sinto sozinha...
Foi assim que resolvi retornar e olha que pensei seriamente em deletar esse blog... Mas as lembranças são tão boas, os comentários dos amigos... Então voltei!
Voltei para dar um novo rumo ao meu blog. Rumo este, que ainda não sei, só sei que darei...
Então fica combinado, o Pigmeus voltou!
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Razão da minha ausência!
sábado, 9 de janeiro de 2010 às 00:34
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Taxa de iluminação? Vamos dizer NÃO!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009 às 13:12
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O DIA EM QUE A AIDS ACABOU
terça-feira, 1 de dezembro de 2009 às 17:54
Ficção sobre a cura da doença, com Betinho como ator.
O sociólogo Betinho, autor do texto que inspirou o vídeo, contracena com o ator José Mayer.
O noticiário político nacional nunca deixa a imprensa brasileira sem manchete. Mas tente imaginar o dia em que fosse descoberta a cura da Aids. Este acontecimentotão aguardado foi tema de um vídeo ficção produzido pelo Ibase e pela Abia (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids). O roteiro é inspirado num texto publicado em abril de 1992 pelo "Jornal do Brasil", de autoria do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, maior símbolo da luta contra a doença. Ele, que foi portador do vírus da aids, também participou como ator, no papel de farmacêutico.
O vídeo - O dia de cura, produzido por Maria Nakamo, mulher de betinho - é uma versão do que aconteceria no dia em que a notícia do fim da epidemia fosse anunciada. Num primeiro momento, a recusa em fazer o teste perderia o sentido: afinal, ter medo de quê? Ao mesmo tempo, gente que convive com o HIV assumiria em público sua condição de soropositivo, já que não estaria mais condenada à morte. Sem pânico de preconceitos - que, infelizmente, ainda orientam as reações à doença em todo mundo. A principel intenção do vídeo é afastar o estigma da morte inevitável. "A vinculação com a vida pode ajudar muito na prevenção da Aids", observa o jornalista Jacques Schwarzstein, autor do argumento e diretor assistente do filme.
No elenco estão atores importantes, como José Mayer, Marcos Winter e Eliane Giardinni, além das participações especiais de Cristina Pereira, Jonas Bloch e do grupo Aquarela Carioca. Em 24 minutos, ele conta a história do soropositivo Sandro (josé Mayer), que, um dia, ao acordar, depara-se com a notícia na televisão sobre a cura da Aids, anunciada pelo Secretário-Geral da ONU. Cientistas tinham inventado um remédio que tornava a Aids uma doença tratável, como a diabetes. Numa das cenas, Sandro vai ao seu analista e confessa: "Esse tempo todo você está me preparando para a morte. Precisamos começar tudo do zero." Nada tão distante. "As pesquisas comprovam que o dia em que a Aids será controlada por medicamentos tem tudo para acontecer (...)", diz Schwarzstein, que também é diretor da Abia. Torcida não falta.
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A Poesia Atlântica de Drummond
quarta-feira, 21 de outubro de 2009 às 23:15

Sem o lirismo das orquídeas,
Sem o charme decorativo das samambaias,
Nua de liquens e bromélias do litoral,
A mata da Caratinga, protegida dos ventos,
Espera de nós
A proteção maior contra o machado,
A serra mecânica, o fogo.
De cada cem árvores antigas
Restam cinco testemunhas acusando
O inflexível carrasco secular.
Restam cinco, não mais. Resta o fantasma
Da orgulhosa floresta primitiva.
Na mata de caratinga,
Tem paca, tem capivara,
Tem anta e mais jacutinga,
Tem silêncio tem arara,
E nas ramarias densas
De suas copas imensas,
Paira um segredo mineiro
Que dura um século inteiro...
Uma espuma de azul bóia nas névoas da altura,
Um resto de sonho perdura na resina dos caules.
Manhã-quase-manhã, a terra acorda
Do seu sono de perfumes e lianas.
No esforço de fugir à mata obscura,
Bromélias em família buscam luz
E em suas folhas uma gota d'água,
Puro diamante líquido, reluz.
Do japuaçu
No alto da embaúba
Me deixa intrigado.
Ele ri de Quê?
Da mão que derruba
Seu ninho cuidado?
Vou adivinhar:
Se a ave ri, coitada.
É que, por destino,
Não sabe chorar.
A água serpeia entre musgos seculares
Leva um recado de existência a homens surdos
E vai passando, vai dizendo
Que esta mata em redor é nossa companheira,
É pedaço de nós florescendo no chão.
Que rumor é esse na mata?
Por que se alarma a natureza?
Ai...é a moto-serra que mata,
Cortante, oxigênio e beleza.
Não, não haverá para os ecossistemas aniquilados
Dia seguinte.
O ranúnculo da esperança não brota
No dia seguinte.
O vazio da noite, o vazio de tudo
Será o dia seguinte.
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A Natureza do Medo
sexta-feira, 16 de outubro de 2009 às 19:08
Guimarães Rosa (*)
Obra: "Esqueleto de um cavalo e um homem sentado a cavalo um esqueleto. A parte superior das torres do castelo", de Salvador Dalí.
Quem muito se evita, se convive. Por todo o mal que faz, um dia se repaga, o exato. Quem que diz que na vida tudo se escolhe? O que castiga, cumpre também. Não convém a gente levantar escândalo de começo. Só aos poucos é que o escuro é claro.
Vingar é lamber, frio, o que o outro cozinhou quente demais. A cada hora de cada dia, a gente aprende uma qualidade nova de medo. Medo agarra a gente é pelo enraizado. Queria entender do medo e da coragem do que empurra a gente por fazer tantos atos, dar corpos ao suceder. O que induz a gente para as ás ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito. E não sabe, não sabe, não sabe. O que medo é? Um produzido dentro da gente. Um depositado. E que às horas se mexe, sacoleja. A gente pensa que é por causas:por isso e aquilo, coisas que só estão é fornecendo espelho. Mas o cabedal é um só, do misturado de todos, que mal varêia e as coisas cumprem norma. Alguém estiver com medo, por exemplo, próximo, o medo dele quer logo passar para a gente. Mas se a gente firme aguentar de não tremer, de jeito nenhum, a coragem sua redobra e trescobra, que até espanta. Acho que eu tinha conciso medo dos perigos. O que eu descosturava era o medo de errar. De cair na boca dos perigos por minha culpa. Hoje sei: medo meditado, foi isso. Medo de errar é que é a minha paciência. Pudesse tirar de si esse medo-de-errar, a gente estava salva.
(*)Adaptação livre de Zélia
Nascimento de "Grande Sertão: Veredas
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